'Léo Piloto' é preso no Rio; invasão teve criminosos com uniformes da Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na quinta-feira (22) Leonardo Torres Gomes, conhecido como "Léo Piloto", suspeito de integrar o braço armado de uma milícia que atua na zona Oeste da capital fluminense. Com ele, foram apreendidos uma pistola de uso restrito e um carro de luxo roubado, com sinais identificadores adulterados.

Segundo a investigação, ele participou de uma invasão armada à comunidade do Cantagalo, em Campo Grande, na zona Oeste, em 4 de julho. Imagens analisadas pelos investigadores mostram homens armados com fuzis e equipamentos táticos usando uniformes e identificações da Draco-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais), unidade da própria Polícia Civil.

A suspeita é de que o grupo tentou se passar por policiais durante uma investida ligada à disputa por territórios na região. De acordo com os investigadores, Léo Piloto foi identificado em menos de 48 horas após o episódio. A polícia ainda procura um homem chamado Lorran, apontado como outro participante da invasão.

Segundo a Polícia Civil, a milícia é liderada por um criminoso conhecido como "Jorjão", e Léo Piloto seria um dos responsáveis pelas ações armadas do grupo. As investigações também apuram confrontos entre integrantes da milícia e criminosos ligados à facção Comando Vermelho na zona Oeste.

A polícia busca identificar outros participantes da invasão e esclarecer o papel do grupo nas disputas territoriais da região. A reportagem da CNN Brasil que noticiou a prisão não informou o local onde ela ocorreu nem trouxe manifestação da defesa do preso.

De acordo com a investigação, o uso dos uniformes e das identificações da Draco-IE teria servido para que os integrantes do grupo se passassem por policiais durante a investida armada no Cantagalo, ligada à disputa por territórios na zona Oeste do Rio.

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