Presidente do Senado não quer discutir a PEC da impressão do voto eletrônico com congressistas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RO), disse, nesta quarta-feira (11), que o Senado não podem debater sobre a impressão do voto eletrônico, após a Câmara ter rejeitado a PEC.

- Considero que esse pronunciamento da Câmara em relação a esse tema torna definitiva e resolvida essa questão, não cabendo ao Senado qualquer tipo de deliberação ou tramitação de uma matéria com o mesmo objeto em função da decisão da Câmara dos Deputados - despistou.

O resultado da votação da PEC deu uma guinada depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, conversou pessoalmente com líderes partidários, interferindo em outros poderes e pedindo que os parlamentares mudassem de opinião.

Como consequência da intromissão de Barroso, deputados favoráveis à PEC foram substituídos por outros contrários na Comissão Especial que debatia o assunto. Por fim, a proposta de autoria de Bia Kicis (PSL-DF) foi rejeitada na Comissão e na Câmara.

Após a rejeição, defensores da auditagem discutem quais medidas tomar para que o tema venha novamente ao plenário. O deputado Major Vitor Hugo, líder do PSL, disse que parlamentares aliados estão se mobilizando para pedir a abertura de uma CPI que investigue a urna eletrônica ou retomar a discussão de uma PEC, aprovada pela Câmara e parada na casa desde 2015.

- Checar aquilo que foi divulgado como vulnerabilidade das urnas por meio dos dados que foram apontados pelo presidente da República e pelo deputado Filipe Barros. E importante, sim, que a gente averigue mais. Ficou claro para o país que há, sim, vulnerabilidade no sistema - explicou.

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