Aposentado que votar no 2º turno resolve a prova de vida do INSS; veja como evitar golpe


O voto no segundo turno, neste domingo (25), vale como prova de vida para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O órgão está enviando notificações aos segurados com esse aviso. Ao menos 13 milhões de pessoas precisam fazer a comprovação.
Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo e terá o registro de presença usado como prova de que segue apto a receber o benefício. Justificar a ausência ou fazer qualquer atualização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também conta como prova de vida automática. Segundo a mensagem do INSS, a comprovação tem validade de 12 meses.
A regra vale desde 2022, com a portaria 1.408, editada em fevereiro daquele ano, no governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes, aposentados e pensionistas precisavam ir ao banco que paga o benefício. Desde janeiro de 2023, o INSS também cruza dados de outras bases do governo, como a CNH Digital e o atendimento no SUS.
Quem não faz a prova de vida pode ter o benefício bloqueado, suspenso e, depois, cortado. Os segurados notificados têm 30 dias, a partir da data do aviso, para fazer a validação.
Para não cair em golpe, o segurado deve conferir a origem da mensagem. O aviso oficial chega pela conta do Governo do Brasil no WhatsApp, com o selo azul de conta verificada, e também na caixa postal do aplicativo gov.br. O INSS não liga nem vai à casa dos beneficiários para tratar de prova de vida, pedir dados pessoais ou cobrar qualquer pagamento.
Em caso de dúvida, é possível ligar para a Central 135 ou consultar o aplicativo ou o site Meu INSS, na opção "Prova de Vida". Quando há pendência, também aparece um aviso na tela no momento do saque do benefício.
Pessoas com mais de 70 anos não são obrigadas a votar, mas, se votarem, resolvem a pendência com a Previdência. Para quem tem voto obrigatório, a ausência sem justificativa gera multa de R$ 3,51 por turno.
