Embraer bate recorde de pedidos pelo 7º trimestre seguido; carteira vai a US$ 35,7 bi

A Embraer, fabricante de aeronaves com sede em São José dos Campos (SP), bateu recorde na carteira de pedidos pelo sétimo trimestre consecutivo. O valor chegou a US$ 35,7 bilhões (R$ 179,8 bilhões) no fim do terceiro trimestre, de julho a setembro, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (23).

A carteira de pedidos reúne as aeronaves já encomendadas por clientes que ainda não foram produzidas e entregues. O resultado superou o recorde anterior, do segundo trimestre, de US$ 34,5 bilhões.

A aviação comercial concentra a maior parte, com US$ 15,8 bilhões, alta de 4% na comparação anual. Entre os negócios do trimestre, o Grupo Abra, dono da Gol e da Avianca, fez um pedido firme de 20 jatos E195-E2, com opções e direitos de compra que podem elevar a encomenda a até 45 aviões. A Binter encomendou cinco unidades do mesmo modelo, e a japonesa ANA Holdings pediu mais oito E190-E2. No ano, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes da família E2.

A aviação executiva chegou a US$ 8,2 bilhões, alta de 12% e recorde para o segmento, que inclui os jatos das famílias Phenom e Praetor. No período, a empresa lançou o Phenom 300EV, evolução do jato leve Phenom 300, certificado por autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa.

O maior salto foi na área de Defesa e Segurança, com US$ 6,1 bilhões em pedidos, crescimento de 56% em um ano. Um dos destaques foi o contrato para a venda de dois aviões militares KC-390 Millennium à Força Aeroespacial Colombiana. "O pedido amplia os mercados da aeronave na América Latina e reforça sua crescente presença internacional", afirmou a companhia. Segundo a Embraer, o segmento tem 43 pedidos firmes do KC-390 e 25 do A-29 Super Tucano.

Já a carteira de Serviços e Suporte, que reúne contratos de manutenção e suporte técnico para aeronaves comerciais, executivas e militares, chegou a US$ 5,6 bilhões, alta de 14% na comparação anual.