Caixa, facções e SUS: o que Lula e Flávio prometeram no último debate

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram nesta sexta-feira (23), na TV Globo, o último debate antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Dívidas das famílias, segurança e SUS dominaram o encontro.

Nas dívidas, Flávio prometeu transformar a Caixa Econômica Federal no "Banco da Prosperidade", que vai comprar dívidas de pessoas e empresas e refinanciar em condições melhores.

Ele também prometeu suspender os pagamentos por até seis meses para pessoas físicas e por um ano para empresas.

Lula defendeu o Desenrola 3, com leilões para comprar dívidas bancárias com descontos que, segundo ele, podem chegar a 95%. O presidente disse que o programa pode movimentar até R$ 150 bilhões e acusou o rival de copiar a proposta.

Na segurança, Flávio reafirmou que vai classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. Também defendeu reduzir a maioridade penal para 16 anos e endurecer as penas.

Lula voltou a defender a PEC da Segurança Pública, a criação de um ministério para a área e o reforço da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

No SUS, Flávio negou que vá privatizar o sistema e prometeu manter os recursos, atualizar a tabela de procedimentos, ampliar o Inca e refinanciar as dívidas das Santas Casas.

Na educação, Lula prometeu universalizar o ensino integral até o ensino médio e ampliar o Pé-de-Meia. Flávio defendeu ensino técnico e auxílio para famílias sem vaga em creche. "Criança mais perto da escola é criança mais longe do crime", disse.

Em dois pontos, os dois concordaram: reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação e transporte público de graça nos fins de semana.