Flávio promete zerar desmatamento ilegal até 2029; Lula diz: 'Quero que baixe os juros'

Depois do último debate antes do segundo turno, na TV Globo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deram entrevistas à jornalista Renata Lo Prete, na noite de sexta-feira (23). Flávio falou de meio ambiente; Lula, de juros e do Banco Central.

Flávio se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2029 e defendeu o uso das Forças Armadas na Amazônia. Ele não garantiu a manutenção das ações atuais de proteção ambiental.

"Essa questão, às vezes, é muito mais até criminal do que ambiental", disse. Segundo ele, a Aeronáutica será reequipada para sobrevoos de fiscalização, e as polícias serão acionadas para prender quem desmata ilegalmente.

Sobre o Ibama e o ICMBio, o senador disse que os órgãos "infelizmente, não estão sendo efetivos" e têm "muitas travas que são ideológicas". Ele afirmou que os órgãos vão "parar de perseguir" moradores do Pará, na região de Altamira.

Lula disse que reverter a autonomia do Banco Central não está entre o principal de suas propostas. "Eu quero que o Banco Central baixe os juros. Eu já fui presidente com Meirelles por oito anos. Não tinha independência, não troquei o Meirelles", afirmou.

O presidente disse confiar em Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, e afirmou que "logo, logo" o país terá "a taxa de juros ideal para que o Brasil volte a crescer".

Ele também citou o custo de subsidiar o diesel e a gasolina "para não deixar que o preço da guerra chegue no prato das pessoas".

Na entrevista, Lula acusou o adversário de mentir durante o debate. No próprio debate, Flávio chamou Lula de "nove dedos", e Lula chamou o senador de "miliciano".

A votação é neste domingo (25).