Abstenção foi a maior desde 1998, Lula e Flávio disputam os 33,7 milhões que faltaram

Os 33,7 milhões de eleitores que não foram às urnas no primeiro turno, 21% do total, são o alvo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25).

Foi a maior abstenção em primeiro turno desde 1998, quando 21,7% dos eleitores faltaram, segundo o Estadão.

Em 4 de outubro, Flávio terminou à frente, com 56,1 milhões de votos (47%). Lula teve 53,8 milhões (45%).

No segundo turno, a abstenção costuma ser mais alta que no primeiro. A exceção foi 2022: a ausência caiu de 20,79% para 20,59%. Na ocasião, Lula foi de 57,2 milhões para 60,3 milhões de votos, alta de 5,4%. Jair Bolsonaro (PL) saiu de 51 milhões para 58,2 milhões, alta de 14%.

A cientista política Mayra Goulart, professora da UFRJ, cita como causas da abstenção a apatia política, o protesto, a dificuldade de locomoção e falhas de registro no TSE.

Ela descarta que um dos lados seja, por natureza, mais mobilizador. Para a professora, políticos e influenciadores são os que tiram o eleitor de casa.

Segundo Mayra, reduzir a abstenção entre jovens, idosos e eleitores de baixa renda tende a favorecer Lula. Já Flávio deve se beneficiar de uma presença maior de homens, evangélicos e eleitores de renda alta.

Quem faltou no primeiro turno pode votar normalmente neste domingo. Cada turno conta como uma eleição independente.

Na maior parte do país, as urnas ficam abertas das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h recebe senha e vota.