“Onda azul”: o que a imprensa estrangeira diz da disputa entre Lula e Flávio

A disputa deste domingo (25) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) é tratada por jornais estrangeiros como um teste para a onda conservadora na América Latina, segundo levantamento do Estadão.

Para o argentino La Nación, uma vitória de Flávio consolidaria o que alguns, como o presidente da Argentina, Javier Milei, chamam de “onda azul” de governos de direita na região.

O jornal aponta o desgaste de Lula após três mandatos como o principal fator para Flávio ter sido o mais votado no 1º turno. E avalia que, se os Bolsonaro vencerem, “será por serem a opção frente a Lula”, e que o mesmo vale para o presidente.

O também argentino Clarín afirma que a questão social tem papel decisivo na reta final. Cita o reajuste do Bolsa Família e o fim da escala 6x1 como parte da ofensiva do governo.

O francês Le Monde classificou a eleição brasileira como a mais importante do ano, ao lado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em 3 de novembro. Para o jornal, a escolha é “entre duas visões radicalmente opostas”.

Em editorial, o New York Times criticou a interferência do presidente americano Donald Trump. O jornal descreveu a escolha como entre “um populista de esquerda” e “um senador de extrema-direita” e disse que Trump “fez tudo, exceto endossar oficialmente” Flávio.

A rede Al Jazeera, do Catar, afirmou que, se Flávio vencer, o Brasil pode se somar a países latino-americanos que vêm estreitando laços com Israel.

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