URGENTE: Decisão de Zanin que estendeu a votação gera reclamação de ministros do TSE

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação do segundo turno até as 19h em todo o país provocou reclamações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (25).

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes do TSE avaliam que a decisão de prorrogar ou não o horário caberia à Justiça Eleitoral, e não ao STF. Eles se queixam de mais uma interferência do Supremo nas atribuições da corte eleitoral, de acordo com o jornal.

Os ministros se reuniram a portas fechadas para definir como cumprir a ordem nas seções que já tinham encerrado a votação e desligado as urnas, informou o jornal A Crítica. Segundo a TMC, participaram o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e os ministros Estela Aranha e André Mendonça, e houve divergência sobre a decisão do Supremo.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula (PT), que relatou falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, e pediu a extensão em nome da "igualdade entre eleitores". A decisão saiu depois das 17h, quando muitas urnas já estavam fechadas.

O Ministério Público Eleitoral foi contra. Em parecer enviado às 17h01 a Nunes Marques, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu o encerramento às 17h e a investigação dos problemas no transporte, segundo o InfoMoney.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia pedido mais tempo, mas só em locais atingidos por chuvas e bloqueios de vias, como em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

Por volta das 18h, Zanin esclareceu que a prorrogação vale só onde as urnas não tinham sido fechadas. Nas demais, os votos serão computados normalmente. Nunes Marques orientou os TREs a manter abertas até as 19h as seções que ainda funcionavam, "em estrito cumprimento à determinação judicial".

O TSE pausou a totalização dos votos depois da decisão, com 0,25% das urnas apuradas. É a primeira vez que uma eleição é prorrogada pela Justiça, segundo a Folha.

Coordenador da campanha de Flávio e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL) disse ser "impressionante o nível de intervenção" de ministros do STF.

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