URGENTE: Van Hattem fala em impeachment de ministros do STF após decisão de Zanin

O senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) disse neste domingo (25) que vai defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) depois da eleição. A reação veio após o ministro Cristiano Zanin estender a votação do segundo turno até as 19h.

"Esse Cristiano Zanin, que é do PT, advogado do PT, indicado por Lula, e que agora está tentando melar o processo eleitoral. Estão tentando vencer no tapetão. Isso sim é um verdadeiro golpe", afirmou, segundo o ND Mais.

A declaração foi feita quando ele chegou a Brasília para se reunir com a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Van Hattem argumentou que a decisão foi individual, de um ministro que não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e saiu quando a apuração já tinha começado no Rio Grande do Sul e em outras regiões.

Ele cobrou do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que anule a decisão e faça cumprir a lei eleitoral. Até agora, não há confirmação de pedido formal de impeachment contra Zanin. Cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade.

Outro senador eleito, Carlos Jordy (PL-RJ), chamou a decisão de "interferência inconcebível". "É um absurdo que o STF, sem ter nenhum respeito à autoridade do TSE, possa dar uma decisão como essa", disse a jornalistas, segundo O Liberal. Ele pediu que os bolsonaristas fossem votar.

Senador eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) questionou em vídeo a competência do ministro para determinar a extensão do horário, informou o ND Mais.

Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL) falou em "golpe judiciário" numa publicação nas redes sociais.

Zanin atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula (PT), que relatou falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, e defendeu a "igualdade entre eleitores". A campanha de Flávio também havia pedido mais tempo, mas só em locais atingidos por chuvas.

Depois, Zanin esclareceu que a prorrogação vale só para as urnas que ainda estavam abertas.