Celina Leão promete “governo para todo mundo” e diz que vai “servir com humildade”

Primeira mulher eleita para governar o Distrito Federal, Celina Leão (PP) disse na noite deste domingo (25) que vai fazer “realmente um governo para todo mundo”, incluindo quem não votou nela. A fala veio depois da confirmação da vitória sobre Leandro Grass (PT), que telefonou para cumprimentá-la.

“Nós vamos governar para todos aqueles que votaram e para aqueles que não votaram”, afirmou a governadora, segundo o Jornal de Brasília.

Celina teve 57,18% dos votos válidos, contra 42,82% do adversário, com 100% das urnas apuradas. Ela recebeu 987 mil votos e superou o petista em 248 mil, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Ela é a segunda mulher a governar o DF, mas a primeira escolhida nas urnas. Em 2006, Maria de Lourdes Abadia assumiu o Palácio do Buriti por nove meses, após a renúncia de Joaquim Roriz, sem ter sido eleita para o cargo.

Na entrevista após o resultado, Celina chamou atenção para outro dado. Com a eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL) para o Senado, e com Damares Alves (Republicanos) no cargo desde 2022, o DF terá os quatro cargos majoritários ocupados por mulheres.

“Somos a única unidade da federação que temos os quatro cargos do estado servido por mulheres”, disse.

Mais tarde, no comitê de campanha, no SIA, Celina falou a apoiadores sobre o tipo de gestão que pretende fazer. “Um governo que cuide das pessoas humildes, um governo que seja justiça, que chega lá na ponta, que vá naqueles lugares que nenhum governador nunca pisou o pé”, afirmou, segundo o Metrópoles.

“Nós vamos honrar a população trabalhando, servindo e fazendo de Brasília uma capital que será modelo para o Brasil”, disse a governadora.

O vice-governador eleito, Gustavo Rocha (Republicanos), seguiu a mesma linha. “Passada a eleição, ela é a governadora que vai governar para todos e para todas”, declarou.

Celina comanda o DF desde março, quando Ibaneis Rocha (MDB) deixou o cargo. O novo mandato vai até o fim de 2030.

Entre os primeiros desafios está o BRB. O governo busca um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos para recompor o caixa do banco, segundo a Folha.

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