Brancos e nulos têm o menor índice da história em eleição presidencial; veja os números


A abstenção no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), ficou em 19,21%, a menor desde 2006, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 30,4 milhões de eleitores não votaram.
No primeiro turno, em 4 de outubro, a ausência tinha sido de 21,08%, ou 33,4 milhões de pessoas, a maior desde 1998. A queda entre os turnos foi de 1,87 ponto percentual, e cerca de 3 milhões de eleitores a mais foram às urnas.
O comparecimento superou 128,1 milhões de eleitores, segundo o InfoMoney. Brancos e nulos somaram 3,23% dos votos, contra 4,77% no primeiro turno, o menor percentual em uma eleição presidencial desde a redemocratização.
A Bahia teve a maior queda: a abstenção passou de 19,97% para 16,74%. Em seguida vieram Pernambuco, de 18,17% para 15,19%, e São Paulo, de 22,54% para 19,79%.
O movimento não foi geral. Amapá, Roraima e Acre registraram as maiores altas, de 8,06, 6,03 e 5,68 pontos percentuais. A abstenção caiu em 18 unidades da Federação e subiu em 9.
Segundo o Poder360, a redução ocorreu depois da intensificação das mobilizações de rua das duas campanhas na reta final.
Quem não votou tem até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência no segundo turno, pelo aplicativo e-Título ou na zona eleitoral. Para o primeiro turno, o prazo vai até 3 de dezembro.
Quem não vota nem justifica fica sujeito a multa e pode ser impedido de tirar passaporte ou carteira de identidade, entre outras restrições, de acordo com a CNN Brasil.
