Promessas de Lula podem custar R$ 74,6 bilhões; veja o que fica para o 4º mandato
As medidas econômicas e sociais anunciadas durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25), podem ter impacto fiscal de R$ 74,6 bilhões, considerando despesas e renúncias de receita em diferentes períodos, segundo o InfoMoney.
O desafio será definir fontes de financiamento e encaixar esses compromissos nas metas fiscais do próximo mandato.
Uma das principais promessas do segundo turno é a ampliação do Pé-de-Meia para universitários de baixa renda, com pagamentos mensais de R$ 700 e poupança de R$ 2.500 por ano de graduação. O custo anual estimado é de R$ 4,6 bilhões.
Lula também anunciou renegociação e perdão de débitos de microempreendedores individuais e uma nova etapa do Desenrola, para dívidas das famílias.
O reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que elevou o pagamento mínimo de R$ 600 para R$ 691, tem impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas deste ano, segundo a Folha de S.Paulo.
O plano de governo registrado no TSE promete manter o arcabouço fiscal e “criar as condições para uma redução sustentada das taxas de juros”, mas não cita meta fiscal. Também não explica como a queda dos juros seria alcançada além da regra fiscal, aponta a Folha.
A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê superávit de 0,5% do PIB em 2027. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a melhora equivale a uma poupança de R$ 250 bilhões em quatro anos.
O governo projeta salário mínimo de R$ 1.741 em 2027 e promete manter a política de valorização do piso.
Na tributação, Lula defende cobrar mais de contribuintes de alta renda e revisar benefícios fiscais a determinados setores.