Flávio diz que fiscais do PL foram tirados da sala-cofre; TSE responde que é falso

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que é falsa a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno. A nota foi divulgada na noite de domingo (25).

"A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação", disse o tribunal.

Segundo o TSE, dois fiscais do PL estiveram na sede no domingo. Eles acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo do prédio, e a totalização e a divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar.

O tribunal informou que há registro de presença nos locais visitados e filmagem na Sala de Totalização, que, segundo a Corte, comprovam o acesso livre dos fiscais.

As demais áreas do tribunal podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, de acordo com a nota.

Flávio fez a afirmação no pronunciamento após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 51,79% a 48,21% dos votos válidos.

"Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a decisão foi tomada", disse o senador, em referência à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação em duas horas.

Na mesma fala, Flávio disse ser "impossível reconhecer o resultado" e anunciou que vai pedir a anulação da eleição.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também defendeu o respeito à vontade manifestada nas urnas.