PF mira garimpo ilegal que causou dano de R$ 180 milhões na Bahia

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (26) a Operação Repasse contra a mineração ilegal de ouro em Santaluz, na Bahia. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, relatórios periciais recentes apontam que o dano ambiental causado pela rede investigada passa de R$ 180 milhões.

A ação é um desdobramento das operações Garça Dourada, Serra Dourada e Lixiviação, feitas entre junho de 2023 e agosto de 2024.

Nessas fases, a PF identificou que os suspeitos extraíam ouro ilegalmente na região havia anos. Depois, de acordo com a corporação, o esquema passou a contar com laboratórios.

Neles, os investigados recebiam e refinavam rejeitos de moagens feitas por garimpeiros ilegais, por meio de um processo químico industrial.

O ouro era retirado dos rejeitos por lixiviação, técnica que usa grandes quantidades de cianeto de sódio. A substância é altamente tóxica, e a compra e o uso dela são controlados pelo Exército, segundo a PF.

Nesta fase, a PF pretende remover bens já sequestrados pela Justiça e apreender outros encontrados durante as buscas.

Os investigados foram indiciados por usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso ou armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva e lavagem de dinheiro.

Somadas, as penas previstas podem chegar a 29 anos de prisão.