'Democracia não se encerra no dia da votação': o recado do agro a Lula


Entidades do agronegócio reagiram nesta segunda-feira (26) à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentaram prioridades para o próximo mandato. Entre elas estão responsabilidade fiscal, segurança jurídica e mais competitividade para o setor, segundo a CNN Brasil.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) disse que respeitar a decisão do eleitorado é um princípio da democracia. Mas afirmou que o governo também deve considerar os cerca de 49% dos votos dados ao adversário como sinal de demanda por mudanças.
"A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário", afirmou Tirso Meirelles, presidente da Faesp. Ele apoiou formalmente Flávio Bolsonaro (PL) na campanha.
A federação defendeu simplificação tributária sem aumento da carga para o setor produtivo, redução sustentável dos juros e controle dos gastos públicos. Também citou o direito de propriedade e a previsibilidade jurídica.
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) cumprimentou Lula e defendeu diálogo, pacificação política e reformas estruturais. A entidade colocou à disposição do governo sua Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira.
A CropLife Brasil, que reúne 53 empresas de sementes, biotecnologia, defensivos e bioinsumos, também parabenizou o presidente.
A entidade defendeu investimentos em ciência e pesquisa, ambiente favorável à atração de capital e marcos regulatórios com base em critérios científicos, transparência e estabilidade normativa.
