Dino e Gilmar pedem respeito às urnas após vitória de Lula; "tempo de união"
Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam o respeito ao resultado das urnas e às instituições depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25).
"O respeito à vontade popular é o alicerce do Estado Democrático de Direito. Em um pleito marcado por disputas acirradas, o protagonismo foi inteiramente do eleitor", afirmou Gilmar.
Segundo ele, encerrada a disputa, "é tempo de união, responsabilidade e compromisso institucional". O ministro defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes e o diálogo entre forças políticas adversárias.
Gilmar também destacou a rapidez da apuração e cumprimentou servidores da Justiça Eleitoral e mesários. Manifestou respeito aos candidatos que disputaram o pleito "dentro das regras do jogo democrático".
Dino citou a campanha das Diretas Já, da qual disse ter participado em 1984. "Chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão", escreveu.
O ministro condenou episódios de violência na campanha. "Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país, já que são condutas ilegais", afirmou.
Dino pediu que sociedade civil, mercado, trabalhadores, empresas de mídia e líderes religiosos transmitam "mensagens de paz e ponderação".
O resultado, com 100% das urnas apuradas, foi confirmado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pouco antes das 22h de domingo. Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que anunciou que vai pedir a cassação da chapa vencedora por abuso de poder.