URGENTE: Dino manda PF apurar suposta interferência estrangeira na eleição

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal abra inquérito para apurar possível interferência estrangeira nas eleições de 2026, incluindo suposto financiamento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o Poder360, a decisão vem depois que o PT e o Missão, partido de Renan Santos, acionaram o Supremo.

No centro da apuração está a Rockbridge Network, grupo conservador dos Estados Unidos fundado em 2019 pelo hoje vice-presidente americano, J.D. Vance, e pelo empresário Chris Buskirk.

De acordo com a decisão, o grupo teria participado de tratativas para obter apoio financeiro à campanha de Flávio, intermediadas pelos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang.

A PF deve verificar se houve “efetivo fornecimento de recursos”, inclusive humanos, além de serviços ou outras vantagens, e qual foi a origem e o destino deles.

Dino também mandou apurar suspeitas de manipulação de algoritmos por plataformas digitais para favorecer ou prejudicar candidatos. Outro ponto é a divulgação paga, por perfis no exterior, de conteúdos favoráveis a Flávio com dados da Polymarket, plataforma de apostas proibida no Brasil.

O ministro ainda quer esclarecer uma possível oferta de apoio político em troca de acesso a terras raras e minerais críticos brasileiros: “quem teria formulado eventual proposta” e “em que consistiria a suposta contrapartida”.

Na decisão, de 38 páginas, Dino afirma que “não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro” em assuntos da soberania brasileira. A Constituição proíbe partidos de receber recursos de entidade ou governo estrangeiro.

Segundo o Estadão, Tallis Gomes foi procurado, e o jornal busca contato com Pedro Sang e com a Rockbridge. A Meta nega ter favorecido qualquer candidatura e atribui os problemas relatados a incidentes técnicos.

Derrotado no segundo turno no domingo (25), Flávio foi intimado pela PF na segunda (26) a entregar os passaportes, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.