PGR cobra pressa de Fachin sobre delator do caso Master


A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que analise com urgência a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da Reag. Ele se comprometeu a ajudar os investigadores a localizar cerca de R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O pedido foi enviado ao STF nesta segunda-feira (26), segundo o InfoMoney.
A Reag é uma administradora de fundos de investimento investigada pelas fraudes do Banco Master. Vorcaro está preso desde março deste ano.
Segundo a PGR, a demora na homologação pode levar à perda ou à desvalorização dos bens que forem encontrados. Esse dinheiro pode servir para reparar os prejuízos causados pelos crimes investigados.
Mansur assinou o acordo com a Procuradoria no fim de agosto. Os documentos chegaram ao STF em setembro e, desde então, a delação está sem homologação.
Além de indicar o caminho do dinheiro, o delator se comprometeu a explicar como fundos de investimento foram usados para lavagem de dinheiro e para ocultar recursos de integrantes do esquema.
Para valer, a delação precisa ser homologada pela Justiça. Nessa etapa, o juiz verifica a regularidade formal do acordo, a legalidade dos benefícios e se o delator agiu de forma voluntária. A homologação não significa que as acusações estejam comprovadas.
As investigações sobre o Master estavam com o ministro André Mendonça, mas passaram para Fachin em setembro, segundo o g1, por causa de divergências e suspeitas sobre integrantes do próprio tribunal.
Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero. Até agora, não há confirmação de que os R$ 20 bilhões tenham sido localizados ou recuperados.
