Luiz Marinho reage à campanha por demissão de eleitores de Lula


A Justiça do Trabalho determinou nesta terça-feira (27) que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) retire publicações em que sugeriu a empresários verificar as redes sociais dos empregados para identificar apoiadores do presidente Lula (PT). A decisão fixa multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A deputada afirmou que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e que respeita as escolhas políticas dos trabalhadores.
Desde a vitória de Lula no domingo (25), pessoas que se apresentam como empresários e políticos ligados ao PL passaram a defender nas redes a demissão de quem votou no petista, segundo o Poder360. Não há confirmação de que as publicações tenham resultado em demissões.
Em Londrina (PR), a vereadora e deputada estadual eleita Jéssica Ramos Moreno (PL), a Jessicão, escreveu: "Tem um funcionário que é petista? Demita!".
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), gravou um vídeo em que cita a Lei 9.029/95, que proíbe discriminação no acesso ou na manutenção do emprego. "Estou orientando o trabalhador a procurar o sindicato ou mesmo o governo, caso sofra qualquer tipo de discriminação ou intimidação no ambiente de trabalho", disse à Folha.
Segundo a Agência Brasil, citada pelo Poder360, o MPT recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral até segunda-feira (26). Trabalhador demitido por convicção política pode pedir na Justiça indenização e reintegração ao emprego.
No Rio Grande do Sul, circularam listas de boicote a empresas e profissionais apontados como apoiadores de Lula, em cidades como Nova Petrópolis. A prefeitura e associações comerciais locais repudiaram as listas.
Na Assembleia Legislativa, o deputado Adão Pretto Filho (PT), presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, colocou o colegiado à disposição dos alvos e orientou que procurem o Ministério Público e a Polícia Civil.
