Frango brasileiro já tem restrição em cinco países após Newcastle


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta terça-feira (27) o terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O caso foi identificado em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, durante a vigilância reforçada dentro da área de emergência sanitária da região.
O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba, onde as medidas sanitárias já terminaram e a propriedade está em vazio sanitário. O segundo, em 24 de outubro, em Coronel Freitas, onde as aves já foram retiradas e a limpeza e a desinfecção continuam.
Desde o primeiro caso, cinco países restringiram a compra de produtos avícolas do Brasil: México, Chile, China, Arábia Saudita e Malásia, segundo a Folha.
Santa Catarina responde por mais de 20% das exportações brasileiras de carne de frango, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Brasil é o maior exportador do produto no mundo.
"O Serviço Veterinário Oficial (SVO) já iniciou as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença", informou o ministério.
O Mapa afirma que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial "permanece seguro, sem contraindicações". Segundo a Embrapa, não há risco de contaminação pelo consumo, e a Cidasc informa que frango e ovos bem cozidos não transmitem a doença.
A doença é grave apenas para as aves. Em humanos, pode causar uma conjuntivite passageira.
