Moraes afasta delegado do inquérito sobre ataque ao TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acolheu uma notícia-crime apresentada pelo colega de Corte e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, e mandou abrir investigação contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, deputado federal Felipe Barros (PSL-PR) e o delegado da Polícia Federal Victor Neves Feitosa Campos. O último, inclusive, já está afastado das funções.

Na denúncia formalizada pelos ministros do TSE, eles alegam que Bolsonaro, Felipe e Victor divulgaram informações sigilosas sobre um processo de invasão hacker e insegurança das urnas eletrônicas, que estava em andamento.

Bolsonaro rebateu as acusações e disse, nesta quinta-feira (12), que Moraes "chuta lá no TSE para ele mesmo pegar no Supremo", fazendo referência ao ministro ser integrante do Supremo e do Tribunal Eleitoral, ao mesmo tempo.

O delegado da PF deve ser interpelado pela Justiça sobre por que houve atraso na apuração daquele inquérito; uma vez que "há, ali, sim, uma comprovação clara, com provas do próprio TSE de interferência", disse o presidente.

E acrescentou:

- Querem intimidar quem? - questionou sobre o afastamento do delegado.

Apesar de não possuir provas sobre as fraudes, Bolsonaro mostrou uma série de indícios de que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas.

- Alguma coisa aconteceu - finalizou.

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