Vereador afastado do PT volta a ser preso em São Paulo

O vereador de São Paulo Senival Moura, afastado do PT, voltou a ser preso nesta quarta-feira (28), suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da Transunião, empresa do transporte coletivo da capital paulista.

A prisão ocorreu em operação do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva: cinco pessoas foram presas e duas não foram localizadas.

Esta é a segunda prisão de Senival na Operação Última Parada. Ele havia sido preso em 25 de junho e depois solto por habeas corpus.

Foram apreendidos R$ 158.919 em espécie, US$ 2.417 e € 1.465, além de dez veículos, como um Porsche Macan, e cerca de 40 relógios de grife, segundo a Folha. A Justiça mandou sequestrar 21 imóveis e bloquear 408 veículos e seis embarcações.

Os promotores sustentam que Senival era responsável pela gestão financeira da Transunião, embora não ocupasse cargo formal. Segundo o Estadão, o Ministério Público aponta que ele movimentou R$ 8,6 milhões entre 2019 e 2022, dos quais R$ 2,3 milhões sem origem declarada.

A investigação começou após o assassinato do então presidente da empresa, Adauto Soares Jorge, em 2020. Planilhas apreendidas nesse caso ligaram ônibus da frota ao CPF da mulher e de um filho do vereador, segundo os investigadores.

A nova ordem de prisão foi dada pelo juiz Antonio Carlos Martins, da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas, que viu risco concreto na manutenção do vereador em liberdade.

O advogado Márcio Sayeg, que defende Senival, afirma que a prisão não tem "fundamentação concreta suficiente". Em nota, disse que o vereador "confia na Justiça" e que ficará demonstrada "a inexistência de qualquer conduta ilícita".

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