MP do Paraná mira esquema do PCC com projeto de lei popular
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta quarta-feira (28) a segunda fase da Operação Umbra, que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) suspeito de distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular. O texto buscava flexibilizar as regras de visitas íntimas e conjugais em presídios.
Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná, e em Avaré e Marília, em São Paulo. A ação foi coordenada pelo Núcleo Regional de Londrina do Gaeco.
Segundo a promotoria, mensagens apreendidas indicavam a meta de obter 290 mil assinaturas em todo o país. Para incentivar a coleta, a facção entregava porções de drogas a quem apresentasse as assinaturas.
As drogas eram fornecidas pelos responsáveis pelos pontos de venda. Planilhas apreendidas mostraram a correspondência entre a droga entregue e as assinaturas obtidas: num dos registros, cada grama de cocaína equivalia a oito assinaturas, de acordo com o MP.
A investigação aponta que a estrutura regional da facção no Norte do Paraná era comandada por dois irmãos. Um cuidava da disciplina dos integrantes; o outro, da supervisão financeira no estado.
Parte dos investigados já estava presa em unidades do Paraná e de São Paulo, mas, segundo o MP, continuava a repassar ordens, negociar armas e administrar o fluxo de drogas, usando linhas telefônicas em nome de terceiros. Por isso, a Justiça também autorizou buscas dentro de presídios.
Os suspeitos podem responder por favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas. Um dos investigados fugiu para o Paraguai e é considerado foragido, segundo o MP.