Morre Guerrinha, voz do Sala de Redação, aos 70 anos


O jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre. Comentarista da Rádio Gaúcha, ele estava internado no Instituto de Cardiologia com uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
O velório foi marcado para esta quarta, das 14h às 19h, no Crematório Metropolitano, na capital gaúcha.
Filho do rádio-ator Adroaldo Guerra, o Vovô Guerra, Guerrinha começou a carreira nos anos 1970 cobrindo corridas de cavalo, na Folha da Manhã e no Correio do Povo. Voltou ao Grupo RBS em 1983, para escrever sobre turfe em Zero Hora.
Em 1993, passou a cobrir o Internacional. Estreou no rádio em 1999, no programa "Falcão na Gaúcha", e em 2004 entrou para a bancada do Sala de Redação, onde ficou até o fim da carreira.
Ficou conhecido por bordões como "não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto" e "dormindo no gelo e acordando suado". Uma de suas frases virou a "Lei Guerrinha", sobre técnicos que mudam o time quando tudo dá certo.
"Um dos mais celebrados comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, o comunicador era uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas", disse o Grupo RBS em nota.
O Inter lembrou que ele deu voz à crônica "Não me acordem", escrita por Luis Fernando Verissimo sobre o título mundial de 2006. O Grêmio destacou que Guerrinha deixou sua marca no esporte gaúcho, "respeitado por todas as torcidas".
Ele deixa a esposa, Kátia, duas filhas e três netos.
