Trump reage à carta em que Flávio se diz presidente do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou apoiar nesta quarta-feira (28) a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que é o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil, feita numa carta divulgada horas depois de ele chegar a Miami.

Questionado por um jornalista, Trump respondeu: "Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver".

Sem apresentar provas, o americano voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro. "Foi uma eleição muito estranha, isso é certo", disse, segundo o Estadão.

Ele afirmou ainda que Flávio e a família "foram tratados de forma muito injusta" e contou que ainda não conversou com o senador.

Na carta, Flávio agradece a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, afirma, sem provas, que houve fraude no segundo turno e diz que vai liderar a oposição a partir dos EUA.

O documento teve três versões, segundo o Estadão. A primeira trazia um brasão com a inscrição "Estados Unidos do Brazil". Quinze minutos depois, o brasão foi corrigido.

Na terceira versão, publicada nas redes sociais, o senador trocou "verdadeiro presidente eleito" por "líder do Brasil".

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou no domingo (25) a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O PL reconheceu o resultado, mas pediu esclarecimentos à Justiça.

Na terça (27), o Departamento de Estado americano informou que concederia vistos a Flávio, à esposa e às duas filhas. A família deixou o Brasil pela Argentina, apesar da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibia o senador de sair do país.

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