"Não há prova nesse sentido", diz Marinho sobre a carta de Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (28) que o partido não pode dizer que houve fraude na eleição. A fala veio horas depois de Flávio divulgar uma carta em que alega, sem provas, que o segundo turno foi fraudado.

"Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido", disse Marinho a jornalistas no Senado, segundo o Poder360.

Para ele, a carta foi um desabafo. "Suponho que seja um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado, que foi retirado do seu país pelas circunstâncias que todos vocês já sabem e certamente está extremamente abalado no processo", declarou.

Marinho defendeu que o PL mantenha as ações contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). Segundo ele, são mais de 20 processos na Justiça Eleitoral.

"Nós não vamos abrir mão de nenhuma das ações que foram impetradas", afirmou.

O senador chamou Flávio de "exilado político" e disse que ele pode comandar a oposição a partir dos Estados Unidos. Também afirmou que não há ordem de prisão contra o colega, apenas a retenção de passaportes.

No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou em seu site que "qualquer pessoa pode baixar os arquivos e auditar os resultados da eleição". Os boletins de urna, o registro digital do voto e os logs de cada equipamento estão abertos ao público.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou em nota que a eleição transcorreu "dentro da mais absoluta normalidade" e que os questionamentos feitos "dentro do devido processo legal" serão analisados e respondidos.

Segundo o TSE, 34.393 votos foram computados depois das 17h de domingo (25), no horário estendido por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Lula venceu por cerca de 4,4 milhões de votos.

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