O jato de Flávio e a digital da Casa Branca

Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, confirmou ao site Metrópoles que providenciou o jato que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mulher e as duas filhas da Argentina aos Estados Unidos, na quarta-feira (28).

O avião é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, da empresa argentina Baires Fly. Segundo o Wall Street Journal, citado pelo g1, Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente argentino Javier Milei, também participou do plano.

O dono da Baires Fly, Luis Grande, disse à agência AFP que o voo foi contratado por um intermediário que mora nos EUA e pago com US$ 150 mil, transferidos de uma conta em banco americano. "Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos", afirmou.

Flávio e a família entraram nos EUA por "parole", uma autorização temporária usada em geral por razões humanitárias. O Departamento de Segurança Interna confirmou ao New York Times que eles passaram pela inspeção da Alfândega e foram liberados.

Segundo a imigração argentina, a família cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu (PR) às 22h50 de terça-feira (27) e decolou de Puerto Iguazú. O voo fez escala em Guayaquil, no Equador, e evitou o espaço aéreo brasileiro.

Flávio deixou o país depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandar que ele entregasse os passaportes, numa investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Ele e o advogado Willer Tomaz negam irregularidades.

Do lado brasileiro, o governo avalia que EUA e Argentina participaram da operação, segundo o g1, mas decidiu não reagir, para manter uma relação pragmática com Donald Trump e Milei. Uma resposta oficial dependeria de fatos novos.

O chanceler Mauro Vieira participa nesta sexta-feira (30) da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, onde também estará o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Não há encontro bilateral marcado. A Casa Branca remeteu às declarações públicas de Trump, segundo o Metrópoles.

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