Juros fazem a dívida federal subir R$ 90 bilhões em um mês

A Dívida Bruta do Governo Geral ficou em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, informou o Banco Central nesta quinta-feira (29). É o maior nível desde março de 2021, quando estava em 85,1%.

A dívida bruta soma o que devem o governo federal, os estados e os municípios, sem descontar o que eles têm a receber. É um dos indicadores que as agências de classificação de risco usam para avaliar a capacidade de o país pagar o que deve.

Desde o início do ano, o indicador subiu 4,3 pontos percentuais. Os juros nominais empurraram a dívida para cima em 7,2 pontos e as emissões de títulos, em 1,1 ponto. O crescimento do PIB nominal ajudou a reduzir a conta em 3,9 pontos.

No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta saiu de 71,68% do PIB, em dezembro de 2022, para os 82,9% atuais.

O Tesouro Nacional também divulgou nesta quinta a Dívida Pública Federal, que chegou a R$ 9,38 trilhões em setembro, alta de 0,97% sobre agosto. Foram R$ 90,22 bilhões a mais em um mês.

Quase tudo veio dos juros: R$ 89,46 bilhões, ou 99% do aumento, segundo o Poder360. A emissão líquida de títulos foi de apenas R$ 760 milhões. Entre janeiro e setembro, a dívida federal cresceu R$ 747,86 bilhões, ou 8,7%.

Nos últimos 12 meses, o setor público gastou R$ 1,205 trilhão com juros, o equivalente a 8,99% do PIB. A taxa Selic está em 13,75% ao ano.

O resultado primário, que não inclui os juros, ficou negativo em R$ 5,5 bilhões em setembro, o melhor para o mês desde 2022. Com os juros, o déficit nominal foi de R$ 113 bilhões no mês.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui os títulos na carteira do BC, a dívida bruta brasileira chegou a 95,2% do PIB em setembro.

Acompanhe as notícias em tempo real nos canais O Republicano no WhatsApp e no Telegram.

Siga-nos
Seguir página
Seguir
Inscrever-se
Seguir