Defesa de Vorcaro aponta mudança no celular apreendido pela PF


A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, entregou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular que aponta alterações no celular do ex-banqueiro depois da apreensão pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025.
O aparelho é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das suspeitas de irregularidades no Banco de Brasília (BRB), segundo a Agência Brasil.
De acordo com o laudo, encomendado pelos advogados, 657 arquivos foram modificados e 436 criados depois da apreensão. Entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 do dia seguinte, com o celular em modo avião e sob custódia, o relatório oficial registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal e três conexões pela porta USB.
"O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado", afirma a defesa.
Os advogados pedem que a PF entregue os dados brutos da extração, os códigos hash e os registros de quem manuseou o aparelho. Segundo eles, esse material é solicitado desde 19 de fevereiro. A defesa também pede a soltura de Vorcaro.
Procurada pelo g1, a Polícia Federal não quis se manifestar.
Na quarta-feira (28), a PF indiciou Vorcaro e mais 14 investigados por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Para a corporação, ele e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa formavam o "núcleo estratégico da organização criminosa" que tentou viabilizar a compra do Master pelo banco público.
A defesa nega prejuízo ao BRB. A PF pediu mais 60 dias para concluir as investigações, pedido que será analisado pelo ministro André Mendonça.
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