Partidos árabes viram peça-chave depois da eleição em Israel

A Comissão Central de Eleições de Israel divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado final da eleição para o Knesset, o Parlamento do país. O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ficou com 53 das 120 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para a maioria.

O Likud, partido de Netanyahu, foi o mais votado, com 27 cadeiras e 20,52% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o Yashar, do ex-chefe militar Gadi Eisenkot, principal rival do premiê, com 21.

A oposição também não alcançou a maioria e somou 48 assentos, segundo a CNN Brasil.

Os partidos árabes, reunidos na Lista Conjunta (11 cadeiras) e no Ra'am (8), chegaram a 19 assentos e podem ser importantes nas alianças para formar o novo governo.

O Juntos, do ex-premiê Naftali Bennett, conquistou 12 cadeiras. Ao todo, 11 listas superaram a cláusula de barreira de 3,25% dos votos.

O comparecimento foi de 77,9%, o mais alto em décadas. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 válidos.

O resultado ainda será certificado em 4 de novembro e está sujeito a "pequenas alterações", segundo as autoridades.

Depois disso, o presidente Isaac Herzog fará consultas com os partidos e vai indicar quem tentará formar o governo. O escolhido terá 28 dias, com possível prorrogação de 14.

Se falhar, um segundo nome terá mais 28 dias. Se a nova tentativa também fracassar e o Parlamento não apresentar outro candidato no prazo, o país vai a novas eleições.

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