Vaza a posição do governo Trump sobre o "líder" Flávio


O governo de Donald Trump não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o "líder" legítimo do Brasil, segundo uma autoridade americana e outra pessoa a par do assunto ouvidas pela agência Reuters, sob anonimato. As fontes ressalvam que Trump ainda pode mudar de ideia.
A posição vem mesmo depois de os Estados Unidos terem permitido a entrada de Flávio e da família no país, na quarta-feira (28).
Para a Reuters, a postura sugere que Trump está relutante em abrir uma nova crise nas relações com o Brasil. Na terça-feira (3), os americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato, que renovam a Câmara e parte do Senado.
Uma terceira autoridade americana disse à agência que o capital político de Flávio diminuiu depois que ele deixou o Brasil. Segundo a mesma fonte, o secretário de Estado, Marco Rubio, recomendou a Trump que liberasse a entrada do senador, e o presidente aprovou.
A família recebeu na fronteira um "parole humanitário", status temporário dado em casos de urgência humanitária ou de interesse público, segundo a autoridade ouvida pela Reuters.
Trump já havia dito que a eleição brasileira deixou "uma péssima impressão", sem apresentar provas, mas evitou criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Gosto do Lula, me dou muito bem com ele", afirmou na segunda-feira.
Na quarta-feira (28), Flávio publicou uma carta em que se apresentou como "presidente eleito" e depois trocou o termo por "líder" do Brasil. A Casa Branca, o governo brasileiro e um representante do senador não responderam à Reuters.
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