Desemprego chega ao menor nível para o período desde 2012


A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, a menor para o período desde 2012. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.
No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%. No mesmo período de 2025, de 5,6%. O resultado veio em linha com a projeção de economistas ouvidos pela Reuters.
O país tinha 5,6 milhões de desocupados, 234 mil a menos que nos três meses anteriores. A população ocupada chegou a 103,6 milhões, o maior número da série histórica.
A construção puxou a alta, com mais 210 mil trabalhadores no trimestre. O número de empregadores também bateu recorde: 4,5 milhões, alta de 4,3% em três meses.
O emprego com carteira assinada no setor privado ficou em 39,4 milhões, o maior da série, mas estável no trimestre e no ano. Já o setor público chegou a 13,2 milhões de trabalhadores, também recorde, com 317 mil a mais em um ano.
A informalidade ficou em 37,5% dos ocupados, ou 38,8 milhões de pessoas. O rendimento médio foi de R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% maior que um ano antes.
O gerente da pesquisa, William Kratochwill, disse que o ritmo foi mais contido do que costuma ser no 3º trimestre. "Muitos tomadores de decisões podem ter postergado suas decisões de investimentos e contratados a espera do resultado das eleições", afirmou. "Temos que esperar para ver se chegamos ao limite da ocupação."
O Banco Central faz a próxima reunião sobre os juros na semana que vem. Com a Selic em 13,75%, o mercado de juros futuros passou a apostar na manutenção da taxa depois da eleição, segundo a CNN Brasil.
Acompanhe as notícias em tempo real nos canais O Republicano no WhatsApp e no Telegram.
