Hackers levam bilhões da Binance, e pista leva à Coreia do Norte


Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter sido a porta de entrada do roubo de US$ 6,3 bilhões, cerca de R$ 34 bilhões, da maior corretora de criptomoedas do mundo. O ataque aconteceu na noite de quinta-feira (29).
O caso é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado. O recorde anterior era o ataque à corretora Bybit, de US$ 1,5 bilhão, em 2025.
"Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido", afirmou a Binance. Depois, a empresa disse ter achado outros pontos de invasão, sem dar detalhes.
Segundo a TRM Labs, os invasores tomaram a "infraestrutura de assinatura", o sistema que autoriza as transações. A maior parte do dinheiro saiu em cerca de 20 minutos. Em toda carteira de criptomoedas, quem tem a chave privada, uma espécie de senha, consegue mover os recursos.
"O atacante pode não ter roubado a chave do cofre, mas sim sequestrado o sistema que instrui o cofre a liberar o dinheiro", resumiu o advogado Joshua Chu, de Hong Kong.
A TRM Labs diz ter "alta confiança" de que o ataque foi feito pelo TraderTraitor, grupo ligado à Coreia do Norte. O co-CEO da Binance, Richard Teng, disse que a investigação ainda não identificou os autores. A Coreia do Norte costuma negar esse tipo de ataque.
A corretora congelou US$ 2,54 bilhões até agora e diz que "cobrirá todas as perdas". Pela manhã, o Bitcoin caía 1,50%, e o Ether, 3,27%.
No Brasil, a Binance afirmou que os fundos dos clientes estão seguros, guardados em carteiras desconectadas da internet. Os saques de criptomoedas estão temporariamente suspensos para uma verificação de segurança.
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