Júri crava a pena do empresário do Porsche que matou motorista de app

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. A sentença foi lida por volta de 1h20 desta sexta-feira (30), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

O júri, de sete jurados, reconheceu homicídio qualificado com dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar, e lesão corporal contra o amigo Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no carro.

Sastre não poderá recorrer em liberdade e ficou proibido de dirigir. Ele estava preso preventivamente desde 2024.

Na madrugada de 31 de março de 2024, o Porsche 911 dirigido por ele bateu na traseira do Renault Sandero de Ornaldo, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite no trecho é de 50 km/h. Segundo a perícia citada pela CNN Brasil, o Porsche estava a cerca de 156 km/h momentos antes da batida.

No interrogatório, Sastre disse pela primeira vez que bebeu antes de dirigir. Segundo o Poder360, ele contou ter tomado dois drinques à base de uísque. "Eu sofro muito com isso até hoje", disse, chorando, e pediu perdão às famílias.

Marcus Vinícius confirmou que amigos tentaram convencer o empresário a não dirigir. Ele perdeu o baço e passou por várias cirurgias.

Na sentença, a juíza Melanie Liesenberg citou que Sastre voltou a dirigir "menos de 1 mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública". A defesa sustentou que houve falha mecânica no carro, tese rejeitada pelos jurados.

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