Chanceler de Milei rebate o Itamaraty sobre Flávio


O Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo país vizinho a caminho dos Estados Unidos. A reunião foi na tarde de quinta-feira (29), em Brasília.
Na sexta-feira (30), o chanceler argentino, Pablo Quirno, negou que o Brasil tenha pedido explicações. "Falso. Não houve nenhum pedido de explicações", escreveu no X, em resposta a uma reportagem do jornal La Nación. O presidente Javier Milei repostou a mensagem e escreveu: "La Nación mentindo".
Segundo o g1, a diplomata foi recebida pelo chefe do Departamento do Mercosul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, e ficou de transmitir o que foi debatido ao governo Milei.
De acordo com o Estadão, chamar um representante de embaixada é uma das formas de um país demonstrar descontentamento. O gesto, segundo o jornal, mirou um possível envolvimento de auxiliares de Milei no plano de saída do senador. Não há novas reuniões marcadas.
A Argentina está sem embaixador no Brasil desde agosto, quando o governo Lula rebaixou as relações ao nível de encarregados de negócios.
Flávio, a mulher e as duas filhas cruzaram a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú às 22h50 de terça-feira (27), segundo a Migração argentina, e embarcaram num jato particular. O avião pousou na Flórida na manhã de quarta-feira (28).
A agência France Presse informou que o voo custou US$ 150 mil, pagos por um intermediário do setor aeronáutico que mora nos EUA, segundo o dono da empresa aérea. O jornal argentino Perfil fala em US$ 140 mil.
Internamente, segundo o g1, o governo decidiu virar a página e não entrar em discussões públicas com a Argentina sobre o episódio. Nos EUA, 25 parlamentares do Partido Democrata cobraram do secretário de Estado, Marco Rubio, explicações sobre o papel americano na saída do senador.
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