A oferta de Alcolumbre à direita pelo comando do Senado


A bancada do PL e senadores de oposição rejeitam um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. O partido vai lançar na próxima semana a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), segundo o jornal O Globo, em texto reproduzido pelo O Sul.
Para esfriar a articulação, Alcolumbre discutiu com senadores alternativas como um indulto presidencial a Jair Bolsonaro, uma anistia ampla aprovada pelo Congresso ou a retomada da lei que reduz penas, hoje suspensa pelo STF. Segundo O Globo, ele não chegou a levar a ideia a Lula.
A Folha de S.Paulo, citando dois aliados, informou que Alcolumbre pretende defender com Lula um indulto humanitário a Bolsonaro e, sem acordo, trabalhar por uma anistia no Congresso. Em troca, quer o compromisso da direita de não pressionar mais pelo impeachment de ministros do STF.
A oposição desconfia. "Alcolumbre não tem condições de oferecer isso", disse o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
"Não aceito isso. É inviável", afirmou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). À Folha, ela disse: "Creio que não temos acordo de trocar vidas por poder".
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), eleito senador, lembrou que em 2025 o PL apoiou Alcolumbre na expectativa de avançar na anistia. "Nossa memória não é curta e lembramos da anistia que virou dosimetria e virou gaveta", disse.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), pede unidade. "Hora de unidade. Se amarrar direitinho, seremos fortes", afirmou.
Senadores do centrão, sob reserva, dizem que não votam uma nova anistia enquanto o STF não decidir sobre a lei de redução de penas. As ações que questionam a lei estão com o ministro Alexandre de Moraes desde 8 de julho.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também tenta se viabilizar como candidata. O PL terá a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, e o voto na eleição para a presidência da Casa é secreto.
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