Lula impõe condição ao centrão para montar o novo ministério
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai condicionar a entrega de ministérios aos partidos de centro à promessa de votos no Congresso, segundo a Folha de S.Paulo, em texto reproduzido pelo O Sul. As conversas começam depois do feriado de Finados, e a meta, de acordo com aliados, é fechar a nova Esplanada até 20 de dezembro.
O presidente do PT, Edinho Silva, foi escalado para conduzir as primeiras negociações.
Diferentemente do atual mandato, em que prevaleceu o tamanho das bancadas, o espaço de cada partido vai depender da promessa de fidelidade às pautas do governo. A ideia é que só congressistas leais possam indicar nomes para cargos no Executivo.
Com isso, o governo pretende evitar a repetição de votações em que partidos acomodados na Esplanada impuseram derrotas no Legislativo. Segundo relatos, o MDB acena com 30 votos, e o ex-governador do Pará Helder Barbalho está entre os cotados.
Lula também terá de acomodar aliados derrotados nas urnas, como Gleisi Hoffmann, no Paraná, Fernando Haddad, em São Paulo, e Paulo Pimenta, no Rio Grande do Sul.
Para Gleisi, aliados apostam no Ministério do Desenvolvimento Social ou numa vaga no Tribunal de Contas da União, caso o ministro Rodrigo Pacheco seja indicado ao STF. O nome dela também é citado para a diretoria-geral de Itaipu.
O vice Geraldo Alckmin (PSB) deve assumir um ministério a partir de janeiro. Petistas apontam a Defesa como possível destino, e ele também é citado para a Fazenda.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é cotado para a Fazenda, e o senador Camilo Santana (PT-CE) lidera as apostas para a Casa Civil. Haddad é lembrado para as Relações Exteriores ou a Educação.
Lula, segundo a Folha, desencoraja os rumores com o argumento de que as tratativas ainda não começaram.
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