Marília Campos abre a porta para impeachment de ministro do STF
A senadora eleita Marília Campos (PT-MG), primeira senadora eleita pelo PT de Minas Gerais, afirmou que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser usado se a própria Corte não tomar providências sobre as investigações do caso Master. A declaração foi dada em entrevista à Coluna do Estadão, publicada neste sábado (31).
Ex-prefeita de Contagem (MG), ela assume o mandato em fevereiro. Marília disse que o impeachment não deve virar bandeira política, mas reconheceu que é uma medida aplicável quando houver necessidade.
"O Supremo é quem tem acesso a essas investigações, ele tem que tomar as providências. Senão, o Senado tem de se apropriar delas e, dentro das regras constitucionais, tomar as medidas cabíveis. Se a alternativa for o impeachment, nós teremos que fazer o impeachment", afirmou.
A senadora eleita também disse que as apurações sobre o Banco Master apontam relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros e com políticos, e defendeu que todos sejam investigados.
"Não foi só ministro que foi beneficiado pelo escândalo do Master. Teve políticos também, outras lideranças", declarou.
Cabe ao Senado julgar pedidos de impeachment de ministros do STF. O tema foi bandeira da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que prometia o ministro Alexandre de Moraes como primeiro alvo. O PL elegeu a maior bancada do Senado.
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o futuro dos pedidos depende da eleição para a presidência da Casa, em 2027. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), já declarou repetidas vezes que não dará seguimento a pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo.
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