Dólar dispara na semana da reeleição de Lula e bate marca de 2008

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou a semana seguinte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com queda acumulada de cerca de 18%, a maior desde março de 2020, no começo da pandemia. O dólar subiu mais de 9% no mesmo período, a maior alta semanal desde outubro de 2008.

Na sexta-feira (30), o índice recuou 0,75% e fechou aos 167.922 pontos. Foi o quinto pregão consecutivo de perdas. Em outubro, a Bolsa acumulou baixa de aproximadamente 9,9%.

Segundo o g1, o tombo da semana se iguala ao registrado após os atentados de 11 de Setembro de 2001 e fica perto do visto na pandemia.

O dólar à vista fechou a sexta em alta de 1,05%, cotado a R$ 5,44. O euro comercial subiu 1,12%, para R$ 6,08.

De acordo com a Revista Oeste, a cautela com a formação da equipe econômica do próximo mandato e com a trajetória das contas públicas manteve a pressão sobre os ativos brasileiros. As ações da Vale e da Petrobras subiram na sexta e limitaram a queda do índice.

Os juros futuros também avançaram. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2029 passou de 14,80% para 14,96%, e a de janeiro de 2031 subiu de 15,15% para 15,26%. A alta do dólar e do petróleo ampliou a preocupação com a inflação.

O cenário externo também pesou. Nos Estados Unidos, balanços de empresas de tecnologia abaixo do esperado derrubaram as bolsas, e o Nasdaq caiu 2,86% na sexta.

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