Flávio aciona o STF para tirar Moraes do caso que o levou a deixar o país
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou na noite desta sexta-feira (30) três petições ao Supremo Tribunal Federal (STF). Duas pedem que o ministro Alexandre de Moraes deixe a investigação que motivou a ordem de recolher seus passaportes, e a terceira pede a revisão dessa ordem. As informações são da CNN Brasil, reproduzidas pelo jornal O Sul.
Flávio deixou o Brasil depois de ser comunicado da decisão de Moraes, que mandou entregar os passaportes e o proibiu de sair do país.
Na primeira petição, uma questão de ordem ao presidente do STF, Edson Fachin, a defesa pede que a investigação sobre a relação do senador com o advogado e amigo Willer Tomaz seja enviada ao ministro André Mendonça.
O argumento é que Mendonça já é o juiz natural do caso. "Sua Excelência supervisiona, desde agosto de 2025, a Operação Sem Desconto", diz o documento, que cita a apuração sobre a estrutura atribuída a Willer Tomaz.
Na segunda petição, também a Fachin, a defesa pede o impedimento e a suspeição de Moraes. Segundo o texto, a investigação envolve uma empresa que tem entre seus ativos a aeronave usada pelo senador, cujas cotas foram destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, no contrato dela com o Banco Master.
O terceiro pedido foi feito diretamente a Moraes, para rever o recolhimento do passaporte e a proibição de deixar o país.
A defesa afirma que o senador tem "integral disposição de colaborar com a investigação". Diz ainda que o custeio de passagens por Willer se deve à amizade entre os dois e que o Banco Santander negou a existência da conta conjunta apontada na decisão.
Sobre a suposta ligação com a exploração de apostas no Rio de Janeiro, a defesa sustenta que a representação da PF não aponta nenhum ato do senador relacionado à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj.
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