Binance marca a volta dos saques após o maior roubo de criptomoedas


A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, informou neste sábado (31) que já repôs cerca de 90% dos US$ 6,3 bilhões roubados no ataque hacker de quinta-feira (29). A empresa prevê começar a liberar os saques neste domingo (1º), de forma gradual.
"A Binance vai absorver o impacto financeiro dos fundos roubados, não os usuários", afirmou a corretora em comunicado. No balanço anterior, a reposição estava em cerca de 80%.
O dinheiro sai do caixa da própria empresa, de parte do Fundo de Ativos Seguros para Usuários (SAFU), criado em 2018 para emergências, e de parte de um fundo de seguro de operações com criptomoedas.
Segundo a Binance, dez criptomoedas, entre elas bitcoin e ether, já estão totalmente cobertas. Os 10% restantes são de moedas menos negociadas, mais difíceis de comprar em grande quantidade. Não há prazo para concluir.
Reposição não é recuperação. A corretora está repondo as reservas com ativos equivalentes, o que não significa que o dinheiro foi tomado de volta dos hackers, explica o InfoMoney.
Os clientes poderão verificar se seus saldos estão respaldados a partir de terça-feira (3), quando deve ficar pronta a nova prova de reservas. No Brasil, a empresa disse na sexta que os ativos dos clientes estavam seguros.
O ataque é o maior roubo já registrado no setor. A maior parte foi desviada em cerca de 20 minutos. As empresas TRM Labs e Chainalysis atribuem o crime a hackers ligados à Coreia do Norte, mas a Binance diz que ainda não identificou os autores.
Neste sábado, por volta das 12h, o bitcoin subia 0,22%, a US$ 77.430.
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