Boulos chama de "chantagem" a pressão do mercado por ajuste fiscal

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou como "chantagem do mercado" a pressão por ajuste fiscal no novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo publicada no sábado (31).

"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia", disse o ministro.

Boulos defendeu que eventuais cortes recaiam sobre privilégios, e não sobre políticas voltadas aos mais pobres.

Para ele, um pacote de economia deve ter três frentes: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento dos supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas.

"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou.

A declaração ocorre em meio ao debate sobre as contas do governo no quarto mandato de Lula. Do fim de 2022, antes do terceiro mandato, a julho de 2026, a dívida pública passou de 71,7% para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo O Sul.

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