Flávio Bolsonaro: jornal argentino detalha a saída pela fronteira

Agentes dos Estados Unidos assumiram por um período o controle de boa parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para garantir a decolagem do jato que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a família a Miami, segundo reportagem do jornal argentino Clarín publicada na sexta-feira (30).

O governo americano nega. Neste sábado (31), o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que os EUA "não facilitaram nada" e que não estiveram diretamente envolvidos nos preparativos do senador.

Segundo o Clarín, funcionários da Polícia de Segurança Aeroportuária, da Imigração e da Alfândega argentinas foram afastados por representantes estrangeiros, que coordenaram os trâmites do embarque, de acordo com o Estadão.

A família teria chegado ao aeroporto uma hora antes da van de vidros escuros filmada pelas TVs perto da meia-noite de terça-feira (27). O veículo dos Bolsonaro teria entrado na pista por um acesso ao qual ninguém prestou atenção.

O jornal também relata a contratação de pelo menos três jatos particulares, como alternativas caso o plano original falhasse, e o uso de carros com placas diferentes para evitar bloqueios no Brasil e na Argentina.

Segundo as fontes do Clarín, a família viajou por terra cerca de 1,6 mil km, de Brasília a Foz do Iguaçu. Flávio teria alugado um jato, mas o dono da aeronave se recusou a cumprir o contrato depois que a imprensa divulgou que o senador estava proibido de sair do país.

A reportagem afirma ainda que o presidente argentino, Javier Milei, enviou o assessor Santiago Caputo à província de Misiones para garantir o sucesso da operação.

Os jornais americanos The New York Times e Wall Street Journal publicaram que Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato usado pelo senador.

Deputados do Partido Democrata enviaram perguntas sobre o caso a Rubio, que tem até 13 de novembro para responder, segundo o Estadão.

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