PF ouve suspeitos de ameaça contra aldeia indígena em MS

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru (MS) suspeitos de ameaçar envenenar a água da aldeia Sassoró, dos Guarani-Kaiowá, foram ouvidos pela Polícia Federal (PF). Em depoimento, eles reconheceram a autoria dos áudios, mas disseram que não tinham intenção real de atacar a comunidade, segundo o g1.

De acordo com o g1, os dois atribuíram as falas ao consumo de álcool e a "um momento de exaltação política". Ambos foram afastados das funções, e a prefeitura abriu um processo administrativo disciplinar.

As gravações circularam em grupos de WhatsApp depois do 2º turno. Em uma delas, atribuída a um servidor, um homem fala em pôr veneno na água da aldeia, segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que divulgou o conteúdo.

Não há indício de que a água tenha sido contaminada. A aldeia é abastecida por poços artesianos, e nenhum dos servidores trabalha com o fornecimento de água, segundo o g1.

O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, pediu desculpas à comunidade indígena em vídeo e disse estar à disposição da Justiça.

Neste sábado (31), os ministros Eloy Terena (Povos Indígenas), Janine Mello (Direitos Humanos) e Wellington César Lima e Silva (Justiça) estiveram no estado. A Força Nacional mobilizou 145 agentes para patrulhar as aldeias Sassoró, Taquaperi e Limão Verde por tempo indeterminado.

Segundo Eloy Terena, o ministério filtrou as denúncias recebidas e identificou 10 casos criminosos, quatro deles em Mato Grosso do Sul. "Apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político", disse o ministro, segundo o Metrópoles.

A PF e o Ministério Público Federal descartaram motivação política nas mortes apuradas em Naviraí, segundo o g1. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS negou a ocorrência de genocídio no estado.

As investigações ainda precisam esclarecer se outras pessoas participaram e se as falas configuram crime de racismo.

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