FBI aponta o culpado pelo roubo bilionário da Binance

O FBI atribuiu à Coreia do Norte o ataque hacker que desviou US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. Segundo comunicado divulgado no sábado (31), o roubo foi feito pelo TraderTraitor, grupo de hackers patrocinado pelo governo norte-coreano.

Neste domingo (1º), a Binance retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins. A corretora diz ter reposto 95% dos ativos roubados, com recursos próprios.

A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, na quinta-feira (29). O ataque é apontado como o maior da história do setor de criptomoedas.

Segundo o FBI, os hackers estão convertendo o que foi roubado principalmente em ether e devem tentar lavar os recursos em plataformas de finanças descentralizadas. A agência pediu que empresas do setor bloqueiem transações ligadas aos endereços usados pelo grupo.

O TraderTraitor é o mesmo grupo associado ao roubo de US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit, em fevereiro de 2025. A Coreia do Norte nega há anos usar unidades cibernéticas para roubos, e suas representações não responderam à Reuters.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado que o governo ainda não tinha certeza. "Não sabemos se é a Coreia do Norte, mas, se for, conversaremos com a Coreia do Norte sobre isso", afirmou.

A Binance reservou cerca de US$ 6,34 bilhões para cobrir as perdas. "A Binance absorverá o impacto financeiro dos fundos roubados, e não os usuários", disse a empresa em comunicado. Os 5% restantes são ativos de menor liquidez, que podem demorar mais para ser recomprados.

Cerca de US$ 3 bilhões foram localizados até sexta-feira (30), segundo a corretora. No Brasil, a Binance diz que os investimentos dos clientes ficaram seguros em carteiras frias, que guardam as chaves das criptomoedas fora da internet.

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