Europa cria a sua 'taxa das blusinhas' na contramão do Brasil
A União Europeia começou a cobrar neste domingo (1º) uma taxa de € 2 por categoria de produto em encomendas enviadas de países de fora do bloco diretamente para consumidores europeus. A cobrança vale qualquer que seja o valor da compra.
A medida contrasta com a decisão do Brasil de zerar o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, segundo o InfoMoney.
A nova taxa de processamento se soma a um direito aduaneiro fixo de € 3 por categoria, em vigor desde julho para remessas de até € 150. Juntas, as cobranças podem chegar a € 5 por categoria de produto.
Na prática, uma encomenda com três camisetas e um par de sapatos tem duas categorias. Se custar até € 150, paga € 4 de taxa de processamento e € 6 de direito aduaneiro, num total de € 10, sem contar o IVA e o frete, segundo o governo francês.
O recolhimento fica com as plataformas de comércio eletrônico, os vendedores e, em alguns casos, as transportadoras, que podem repassar o custo aos preços.
Segundo a Comissão Europeia, 5,9 bilhões de itens de baixo valor entraram no bloco em 2025, mais de 90% deles vindos da China. Shein, Temu e AliExpress estão entre as principais plataformas desse fluxo. O bloco também cita a concorrência enfrentada pelo varejo local.
No Brasil, a chamada taxa das blusinhas, de 20% de Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50, foi zerada em maio de 2026 e consolidada pela Lei 15.502, sancionada em setembro.
O ICMS estadual continua sendo cobrado nessas compras, com alíquotas de 17% a 20%, dependendo do estado.
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