Defesa de Flávio rebate reportagem do Fantástico sobre a saída do país

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil passou por uma operação na Argentina com três registros de entrada em 40 minutos, cada um com um documento diferente, segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida neste domingo (1º).

De acordo com o programa, que teve acesso a documentos do sistema de imigração argentino, a entrada de Flávio foi registrada às 22h37 com passaporte italiano, às 22h40 com carteira de motorista e às 23h11 com passaporte brasileiro. Os dois registros com documentos do Brasil foram cancelados depois, e só o italiano ficou válido.

A mulher do senador, Fernanda, e as duas filhas foram de Brasília para Cascavel (PR) e, por volta das 20h de 27 de outubro, embarcaram numa van da Iguaçu Dallas Travel Turismo, de Foz do Iguaçu. Segundo a reportagem, o endereço da empresa na Receita Federal corresponde a um estacionamento. Em nota, a Dallas Turismo negou ter transportado o senador.

Numa segunda van estavam o motorista Neri Luiz Dala Corte, o advogado Roberto Jorge Alexandre, que atuou na defesa de Jair Bolsonaro, e o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-oficial do serviço de inteligência de Israel. O motorista disse que foi contratado só para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú e negou ter visto integrantes da família Bolsonaro.

A PF investiga se Flávio saiu de Brasília às 5h05 de 27 de outubro num jato Cessna ligado ao advogado Willer Tomaz, com pouso em San Fernando, na Argentina, segundo o Poder360. A assessoria de Tomaz diz ser falsa a informação de que avião dele ou de empresas da família tenha sido usado.

Flávio não é foragido: não há mandado de prisão contra ele. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a entrega dos passaportes e proibido a saída do país.

Em nota, o advogado Frederick Wassef afirmou que “nenhuma informação sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro é oficial ou foi confirmada” e que “Flávio Bolsonaro não fugiu”.

Também no domingo, Flávio fez a primeira aparição pública desde que chegou aos Estados Unidos: foi a um culto da igreja Celeiro, na Flórida, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro e das esposas, segundo a Folha e a CNN Brasil.

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