Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam frente contra Alcolumbre


O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS), articulam uma candidatura única para tentar impedir que Davi Alcolumbre (União-AP) seja reconduzido à presidência do Senado em fevereiro de 2027. Os dois fazem as contas para saber qual deles é o mais competitivo, segundo o jornal Valor Econômico.
De acordo com fontes do PL, Marinho deve ter a preferência. Se ele não tiver os votos para vencer, a competitividade de Tereza será analisada. Caso Marinho ganhe, ela poderia assumir outro posto de destaque, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou reunião para esta quarta-feira (4) para discutir a candidatura. "Mas a nossa candidatura, sendo efetivada, sendo homologada pelo partido, será uma candidatura que leve em consideração a necessidade de cumprir, sobretudo, a Constituição brasileira", afirmou Marinho.
A federação União Progressista anunciou apoio a Alcolumbre, mas os votos do grupo são incertos. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) gravou vídeo dizendo que não apoiará Alcolumbre por ele não avançar com pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Em nota, Tereza afirmou que a eleição "é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores" e que os 54 eleitos e reeleitos "têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade".
Do outro lado, aliados de Alcolumbre avaliam que ele já tem os votos, com apoio silencioso de parte do PL. Segundo relatos de senadores eleitos, o presidente do Senado tem defendido algum tipo de indulto ou anistia a Jair Bolsonaro em nome de uma "pacificação" do país.
No PL, há quem tema repetir 2023, quando Marinho perdeu para Rodrigo Pacheco e o partido ficou sem cargos na Mesa e nas comissões.
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