Hugo Motta acelera o voto distrital e quer aprovar ainda em novembro

Lideranças do Centrão articulam aprovar ainda em novembro a mudança do sistema eleitoral para o voto distrital misto, no lugar do modelo proporcional usado hoje para eleger deputados. A informação é da CNN Brasil.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende o novo modelo e tenta acelerar a tramitação. Segundo dirigentes partidários, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também ajuda nas articulações.

A pressa tem motivo, segundo os articuladores: aprovar a mudança antes da posse do novo Congresso, em fevereiro de 2027, que terá mais parlamentares beneficiados pelo sistema atual, como os chamados puxadores de votos.

No distrital misto, o eleitor vota duas vezes: em um candidato do seu distrito e em uma lista partidária. Na lista fechada, a ordem dos nomes é definida pelos partidos, o que aumenta o poder das direções na escolha de parte das cadeiras.

A proposta de Motta prevê transição a partir de 2030 e adoção integral em 2034.

A mudança enfrenta resistência no PT e no PL. "O PT é favorável ao voto proporcional, nós somos contra essa ideia do distrital misto", disse o deputado Rogério Correia (PT-MG). Para ele, o modelo diminuiria a diversidade no Congresso.

Motta se reuniu na quarta-feira (28) com União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, a federação PSDB-Cidadania, Podemos e o presidente do PSB, João Campos. Juntas, as legendas somam 289 deputados, abaixo dos 308 necessários para aprovar uma PEC em dois turnos.

Segundo parlamentares, Motta pretende conversar com o presidente Lula para tentar o apoio do PT. O formato da transição ainda está em discussão.

Acompanhe as notícias em tempo real nos canais O Republicano no WhatsApp e no Telegram.